NHÔ CESÁRIO
Nhô Cesário
Nhô Cesáro um homem muito humilde, respeitador e de grande educação.
Um sertanejo sofrido, calejado pelo tempo, e dono de bondoso coração.
Desde cedo na lida, a gleba fecunda e a pastagem nativa, seu unico meio de ganhar o pão. As mãos calejadas, aravam a terra, semeavam o trigo, arroz e o feijão.
Sua feição rude não lhe impedia de tratar com apreço e carinho a criação.
Conhecia muito pouco da vida na cidade, com quarenta anos viu pela primeira vez uma televisão. Não entendia como, dentro de caixa tão pequena cabia gente, casas, carro e caminhão. Depois que descobriu, como tal aparelho funcionava, sorriu e disse; que baita confusão.
Um belo dia Nhô Cesário tomou um decisão, a de dar um passeio na cidade e essa foi a sua direção.
Chegando na cidade meio desconfiado, em tudo prestava atenção. Então resolveu e subiu num ônibus que por ele passava, e no qual logo foi arrumando acomodação, sentou-se numa posição privilegiada, tudo lhe causava admiração.
Em uma das paradas do ônibus, subiu uma moça, a qual lhe chamou a atenção. Deduziu ele que a moça tinha um problema, foi ai que tomou a decisão.
Com um gesto cumprimentou a moça, e logo foi lhe dando explicação; disse lhe que havia um bicho estranho em suas costas, bicho de feia feição. Pediu para que ela não se movesse, porque certo ele não estava, se o bicho era de veneno ou sem intenção.
A pobre moça, ficou imóvel, trêmula sem reação. Nhô Cesário botou reparo no bicho e chegou a conclusão, segundo ele o animal já havia entrado de baixo da pele da moça, não tinha mais jeito não.
Ouvindo aquela explicação, a moça deu um sorriso de alivio, depois riu da situação. Explicou à Nhô Cesário, que não se tratava de um bicho de verdade, e sim de uma tatuagem feita por artesão.
Nhô Cesário coçou a cabeça, e pensando alto achou solução, é , disse ele, isso é coisa da cidade, não existe no sertão é mais um segredo da cidade igual a televisão.
Emerson de Almeida Rosa.
12/04/2002
12/04/2002

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