O meu cavalo
O meu cavalo
O meu cavalo.
O meu cavalo é lindo, altivo, formoso, de trote imponente majestoso.
A sua pelagem é negra, de um brilho desigual, macia aveludada, de rara beleza fenomenal. Não é porque é meu esse cavalo, más ligeiro como ele não achei, nunca vi nem hei de ver nada igual.
Não é animal de cabresto, sua sina é cavalgar livre pelas planícies, lançando-se em galope voluptuoso, pairando no ar em desafio aos pássaros, fazendo do riacho seu repouso.
Como é lindo o meu cavalo, doce delicado, amoroso.
Encantado, alado e eu seu dono, um bamburrista de coração em eterno gozo.
O meu cavalo é guardado, a sete chaves, num cantinho chamado imaginação.
Como posso tratar tal cavalo, se sinto fome e não tenho pão.
Como posso ser dono de rara beleza, na qual nunca toquei a mão.
A pobreza me maltratou, me fez menino descalço, e não patrão.
Porém meu cavalo, pasta tranqüilo em meu pensamento é trote sempre presente em meu coração.
Como é lindo o meu cavalo.
Como é bela a minha criação.
Emerson de Almeida Rosa
11/02/02
11/02/02

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